Marketing político: conceitos e definições – Eleições 2008

Fragmento do ótimo artigo: http://www.eloamuniz.com.br/arquivos/1188170795.pdf

Lá vc acha um estudo completo sobre marketing político e marketing eleitoral.

Planejamento da campanha
Merchandising Eleitoral
É o conjunto das atividades desenvolvidas nos bairros, municípios e estados, com o objetivo de dar
destaque ao candidato, gerando mais votos.
Comício
Origem na Roma antiga. Um comício é sempre um evento marcante na comunidade, tem o poder de
contagiar e impressionar as outras pessoas que dele não participam, por meio de imagens e fatos que
marcam sua realização. Fazer um comício requer planejamento cuidadoso, para que se tenha a certeza de
que este evento será uma demonstração de força eleitoral, e não o contrário.
Posicionamento estratégico
O primeiro estudo é em cima do adversário, estudando os principais assessores do candidato
concorrente e o próprio candidato, no que diz respeito a suas táticas favoritas e ao seu estilo de operação. O
planejamento estratégico se tornará cada vez mais importante para delinear a espinha dorsal da campanha
e a forma como acioná-la.
Propaganda eleitoral
As campanhas eleitorais, a propaganda tem o papel de valorizar idéias e indivíduos mediante
processos bem delimitados, e de promover a fusão da ideologia e da política. Não se trata de uma atividade
parcial e passageira, mas da vontade política em movimento, um processo de conquista e de exploração.
Cabe à propaganda eleitoral criar e produzir os símbolos, músicas, cores, tipo de material condizente com o
público-alvo, estudos de mídia, formas de propagação das atividades oriundas das do marketing.
Regras básicas
1. A simplificação
Frases curtas, símbolos simples e objetivos, slogan curto e condizente com o candidato e suas propostas,
jingle de fácil e agradável memorização.
2. O inimigo único
A individualização do adversário oferece inúmeras vantagens. Temos de concorrer para vislumbrar o
mais rápido possível, durante a campanha eleitoral, quem é o nosso principal adversário, sobre ele
concentrar toda a nova artilharia, e não disparar para todos os lados.
3. A repetição constante e uniforme
A repetição dos temas principais é de fundamental importância para sua memorização, assim como
deve ser levada a sério a uniformidade dos elementos de propaganda. A qualidade fundamental de toda
campanha eleitoral é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.
Meios de divulgação
A. Televisão
É o maior veículo de massa que a propaganda eleitoral pode utilizar. Obviamente, a audiência
destes programas não é a mesma da novela das oito, mas o “horário” tem obtido índices bastante
razoáveis. Quando tiver oportunidade de falar na televisão, o candidato deve transmitir sua mensagem de
forma concisa, com respostas objetivas, esperando que o repórter dirija a entrevista, para evitar que na
edição da matéria não se perca boa parte do material gravado.
B. Rádio
Excelente para angariar eleitores, tanto nas zonas rurais quanto urbanas. Nas zonas rurais os
lavradores costumam levar seus rádios para o trabalho, enquanto que nas zonas urbanas as donas de casa
costumam ouvir sua estação preferida, enquanto arrumam a casa, assim como motorista, quando em
trânsito. No rádio devem-se evitar temas complexos para evitar a dispersão de ouvintes. Procurar a
analogia e “causas” para reforçar uma explicação. O rádio deve estimular a imaginação do ouvinte.
C. jornais e revistas
O uso de propaganda eleitoral em jornais e revistas é um assunto que ainda requer estudos mais
aprofundados. Temos constatado que seu uso fica restrito ao reforço, ou então, à veiculação de uma
mensagem altamente seletiva.
O papel das agências
O candidato deve procurar as agências que tenham criado suporte técnico-operacional para o
atendimento de marketing político-eleitoral, que não deve ser usado apenas nas épocas de eleição, visto
que uma gestão política bem trabalhada em nível de marketing facilita e barateia a eleição futura.
A contrapropaganda
Consiste em lançar conceitos, boatos e algumas verdades que não deveriam ser divulgadas, no
intuito de abalar o moral e desestimular o inimigo ou adversário.
Algumas regras usadas na contrapropaganda
1. Atacar os pontos fracos
Encontrar um ponto fraco do adversário e explorá-lo.
2. Assinalar os temas do adversário
A propaganda adversa é “desmontada” nos elementos que a constituem. Isolados, classificados em
ordem de importância, os temas do adversário podem ser mais facilmente combatidos. Retirados os
elementos verbal e simbólico que os tornam impressionantes, os temas são reduzidos a seu conteúdo
lógico, geralmente pobre, e, às vezes até contraditório; pode-se, então, atacá-los um a um, talvez, até opôlos
uns aos outros.
3. Atacar e desconsiderar o adversário
O argumento pessoal tem maior eficácia, nesta matéria, que o argumento racional. A divisão pessoal
constitui arma clássica na tribuna parlamentar e nos comícios, bem como nas colunas de jornais e revistas:
a vida privada, as mudanças de atitude política, as relações duvidosas são a munição preferida quando se
emprega essa arma.
4. Evitar o ataque frontal à propaganda adversária quando esta for poderosa
Em geral, interpreta-se como sinal de fraqueza a discussão racional dos temas do adversário. Essa
só é possível quando nos colocamos imediatamente dentro da perspectiva e da linguagem do adversário, o
que sempre é perigoso.
5. Colocar a propaganda do adversário em contradição com os fatos
Não existe réplica mais eficiente que a baseada nos fatos. Se tivermos em mãos uma fotografia,
vídeo ou testemunho que, embora sobre um único ponto, venha a contradizer a argumentação adversária,
ela, no conjunto, acaba por desacreditar-se. Como arma de propaganda nada vale mais do que o
desmentido pelos fatos.
6. Ridicularizar o adversário
Imitar seu estilo e sua argumentação atribui-lhe zombarias, pequenas histórias cômicas e os
famosos “causos” são armas que devem ser utilizadas com inteligência e criatividade no combate aos
adversários.

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