Prostitutas Reivindicam Direitos Iguais em Rio do Sul

Com o objetivo de protestar contra a forte concorrência existente no mercado de Rio do Sul, militantes do “SINPRS” (Sindicato das Prostitutas de Rio do Sul) organizaram manifestação de repúdio aos preços praticados pela concorrência, que estariam abaixo do valor de tabela. Segundo Maricreusa, profissional da área há 10 anos, “o maior pobrema (sic) são essas patricinha. Elas dão pra todo mundo, é só o cara ter carro, dinheiro que elas já sai (sic) dando por aí, só que de grátis! Assim, nóis (sic) não tem como disputar, já que a gente depende disso pra viver, e elas são puta de luxo que dão de graça!”, afirma.

Através de pesquisas realizadas em locais freqüentados por jovens, constatou-se que homens financeiramente estáveis, que possuam veículo e demonstrem ter status fazem sucesso e dificilmente saem desacompanhados.

Para Calvin Klein, 28, empresário, quando questionado sobre a comparação entre prostitutas e “patricinhas”, respondeu que “é absurdo como as mulheres andam interesseiras. Infelizmente, a comparação está correta! Por que um homem iria a um prostíbulo, se existem mulheres bonitas que vêm até nós, sem que precisemos nos esforçar?”, enfatiza.

Entre as exigências das manifestantes, que visam obter condições mais dignas de trabalho, estão soluções como a cobrança de uma taxa mínima por “serviços sexuais” prestados pelas “patricinhas”. Josinilda, presidente do SINPRS, defende-se:

“Se elas querem agir como a gente, também precisam trabalhar como a gente! E isso inclui a cobrança, pois a gente sabe que elas também fazem serviço completo, mas em troca de uma carona”, declara.

Ass. Imprensa Local
Jornalista Mauri Fernando de Souza

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