Por que nós não fazemos aquilo que desejamos fazer?

Muita procrastinação, pouco auto- controle.

Nunca houve tanto consumismo como nos dias de hoje. Mesmo sem necessidade as pessoas se pegam comprando mais do que poderiam e, consequentemente, se afundando em dívidas. Isso se deve, dentre outros fatores, à Era em que nos encontramos.
Era da informação onde a acessibilidade das pessoas a tecnologia é quase obrigatória, socialmente e profissionalmente falando, e a neurociência avançou de tal maneira a ponto de, muitas vezes, conseguir predizer o comportamento do consumidor e facilmente persuadi-lo. Não é a toa que os estudiosos da Economia Comportamental fazem diversas pesquisas onde relacionam o comportamento do individuo com o seu suposto auto – controle.

Mas o assunto aqui é a procrastinação e como ela consegue atrapalhar nossos objetivos por mais simples que possam parecer. Como os estudiosos da economia comportamental explicam o comportamento daquele universitário que, todo começo de semestre, repete: ” Esse semestre estudarei mais” ? Ou daquela pessoa que todo ano novo faz a mesma promessa, com a esperança que se concretize ?

Segundo Dan Ariely, pesquisador e professor de Economia Comportamental, as pessoas costumam fazer seus planejamentos quando se sentem bem e, consequentemente, veem apenas os fins positivos daquele objetivo. No entanto, quando as pessoas se aproximam da realização, começam a se dar conta das dificuldades de fazer, ou melhor: das facilidades de continuar sem fazer. As metas, quando estipuladas pelo próprio individuo que não consegue ser para si mesmo um chefe exigente, muitas vezes não tendem a ser alcançadas.

Um Experimento

O professor Dan Ariely, autor do livro ” Previsivelmente irracional”, decidiu fazer com seus alunos um experimento sobre procrastinação. Separando seus alunos em três turmas e na primeira turma, passou um trabalho e declarou que os alunos poderiam entregar quando quisessem, contanto que dentro do trimestre letivo. Aos alunos da segunda turma foi definido que eles poderiam estipular a data de entrega mas que de modo algum poderiam passar desta data. Para os alunos da terceira turma, o professor Dan Ariely decidiu a data de entrega dos trabalhos.

Resultado?

Os alunos da terceira turma foram os que tiraram as melhores notas, os da segunda ficaram no meio e os que entregaram seus trabalhos sem prazo determinado tiraram as piores notas.

Como evitar a procrastinação?

Muitas pessoas se queixam da mania de procrastinar e procuram fórmulas exatas para serem mais produtivas. Como estudante de psicologia reconheço que não poderia dar a fórmula exata para escapar da procrastinação porque para conseguir ser alguém mais produtivo é necessário levar em consideração a nossa individualidade na forma como reagimos diante de nossas obrigações. Embora não exista a maneira certa de evitar deixar tudo para a última hora, deixo aqui algumas dicas que podem te ajudar a ser alguém mais produtivo.

Descubra seu modo de agir

Algumas pessoas trabalham melhor ”sob pressão”, outras só conseguem ser produtivas quando se sentem confortáveis. Descobrindo o seu modo de agir será mais fácil criar situações onde você se sinta mais produtivo.

O que te agrada?

Uma atividade que você realiza com prazer é sempre uma atividade mais fácil de fazer. Descubra, em suas obrigações, algo que possa te encorajar a continuar.

Faça uma lista

Ás vezes tudo o que te impede é a quantidade de afazeres. Fazer uma lista ou um cronograma pode te ajudar a se organizar melhor.

Tenha metas

Algumas pessoas se sentem indescritivelmente satisfeitas quando conseguem cumprir suas metas. Definir metas, no início mais fáceis e pouco a pouco aumentando suas dificuldades, pode servir de grande reforçador para aqueles que estão começando a se organizar.

Faça agora

Sem desculpas. Se contabilizássemos o tempo que levamos criando desculpas, descobriríamos que perdemos o tempo gasto apenas pensando no ” porque não fazer” poderia ter sido utilizado para realizar várias tarefas que temos pendentes. Algumas pessoas não conseguem planejar e só de pensar no que se deve fazer, criam mil desculpas e continuam paradas.

 

Fonte: http://www.psiconlinews.com/2016/03/por-que-nos-nao-fazemos-aquilo-que-desejamos-fazer.html

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