Quem se acha velho tem maiores chances de desenvolver doenças cognitivas

Se você é daquelas pessoas que, quando ouvem músicas da Jovem Guarda ou fotos da Copa de 1970 pensam “puxa, como estou velho”, um alerta de amigo: a forma como percebemos nossa idade pode aumentar o risco de desenvolver demência – perda de parte das capacidades cognitivas, como memória, fala e atenção.

A conclusão é de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Exeter (Reino Unido). No estudo, eles reuniram 68 pessoas com idades entre 60 e 70 anos e as dividiram em dois grupos. Os participantes do primeiro grupo foram convencidos de que eram mais velhos do que os do segundo, e os do segundo, de que eram mais jovens.

Feito isso, todos leram dois artigos relacionados ao impacto da idade sobre as capacidades cognitivas. Em seguida, passaram por testes clínicos que avaliam essas capacidades. Adivinhem: 70% dos participantes que se achavam “velhos” tiveram resultados mais preocupantes, contra 14% dos que se achavam mais “jovens”.

“Nosso estudo mostra que os efeitos de como percebemos nossa idade podem ser dramáticos”, ressalta a pesquisadora Catherine Haslam, da Universidade de Exeter. Assim, fica a sugestão: ao invés de “velho”, se sinta “experiente”. Sua mente agradece.[Medical Xpress]

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