Era um sujeito possessivo, sem concordância ou predicados, uma silepse de pessoa. Meu nome uma aliteração perfeita, minha vida uma hipérbole de fatos, minha palavra uma metonímia dos livros. Virei uma alegoria da metáfora de mim mesmo. Sem som, sem cores e nos embalos que as histórias me levem… sento e me entendo na noite das ruas da minha cidade… Em Rio do Sul, esse estou eu…

Cristian Stassun