Todas as situações à sua volta são reflexos das suas crenças a respeito das coisas. Não mudamos as situações, nos transformamos e, então, as situações mudam. Aprendemos a viver de maneira muito defensiva: estamos o tempo todo nos sentindo ameaçados pelas pessoas, pelo meio. Vivemos tensos, com medo, prontos para “atacar” ou “fugir”. Temos muito medo de ser machucados emocionalmente. Temos muito medo de ser abandonados, humilhados. Gritamos para ocultar o medo, fugimos do amor para evitar o adeus e deixamos de lado o “experimentar” que é verdadeiramente viver. Pelo medo de sofrer, nos impedimos de viver. Viver é experimentar, saborear sem medo de errar, de sofrer, entendendo que tudo passa: nada, nem ninguém é de ninguém. Tudo “caminha junto” enquanto faz sentido. Tudo passa: o bom, o doce, o amargo, o azedo, o radiante, o nebuloso, tudo passa… E é assim mesmo que tem que ser!

Nas experiências da vida ganhamos a oportunidade de “treinar” diversos aspectos de nós. Nada pode se estagnar porque a evolução é fluxo, movimento, fazer e reciclar. Devemos ser um pouco mais impessoal, que significa ser livre para experimentar e expressar a própria individualidade, interagindo com todas as situações da nossa vida, não mais como um ser fragmentado, indefeso, assustado, se sentindo pequeno, mas como um ser integral (alma, mente e corpo), receptivo, aberto, seguro em si, afetuoso, desapegado, pleno e pronto para compartilhar.

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