REPÚDIO AS MULHERES FRACAS DE “ESPRÍTO” (Cap.1 e 2)

Escrevo, penso e me calo melhor depois das dez.

Autor: Cristian Stassun

E só escrevo porque discordo com Nelson Rodrigues que diz que: “Há coisas na vida do indivíduo que ele não conta nem ao padre, nem ao psicólogo, nem ao médium depois de morto” e concordo que “Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma.” Haahha Meh.. quem diria eu citando Nelsão..

Eu não acredito mais nas mulheres. Ou quem sabe, na maioria delas. São fúteis, burras, insossas e vazias. Sabe… sem características, sem criatividade, sem objetivos. Nem falo das mais “acessíveis” às convulsões hidraúlicas masculinas (detesto promiscuidade), pois do lado dos homens sempre haverá uma legião de meninos atrás da fruta bíblica de Eva (da maria, carlinha, etc…). Mas o que podemos pensar? De mulheres que desfilam como se estivessem num supermercado como embalagens públicas querendo status, não sabendo que “embalagens” vão pro lixo e que o produto que não tem o mesmo brilho é o que realmente vale saborear?

Dessa maioria que anda a esmo, perdidas, esperando o macho dominante vir salvá-las do mundo sem sentido. Dessas “carnes” que não lêem um livro sequer; não choram para não borrar a maquiagem; não riem dos caras que perdem a tarde inteira assistindo futebol “Olaria X Bangu” e dos que não tem dinheiro nem para comer, mas tem para beber o dia todo e encher o carro de som ( inseguros que para se afirmar machos, compensam suas impotências com a bebida e o acelerador do carro. Os famosos DAM’s – “Déficit de Atenção da Mamãe”.)

Mas falamos delas… sim, aquelas que não admitem que não sabem quem escreveu o livro “Prostituta Respeitosa”; que não admitem que gostam de dançar uma vanera; de que as vezes é bom cometer gafes, ser espontânea, deixar sua emoção assassinar sua etiqueta; de dizer para o namorado que aquela mania de conferir 500 vezes se desligou o computador é loucura dele. Essa mulherada não sabe nem o que é diálogo. Eu devo ser louco de achar que um relacionamento não é só olhar lojas, assistir filme, trocar saliva, dançar rave e transar. Gente. Não é só isso. Sou doido, se minhas piras engraçadas são deselegantes, se meus diálogos com a lua e vc, em vez de só sexo são prolixos, se você me olha torto com esse medo da morte (que todos têm) sem mesmo olhar para mim, e diz q isso é namoro.

Essas meninas não sabem nem o que é uma música de verdade. Saiba que no leve balançar do vento, sentada na areia, o sol salvando sua vida suavemente no passar das horas… não se mede a qualidade de um som por gênero, não é a top five da jovem pan ou mesmo de um vj besta da mtv, e de tantas músicas que vc escuta sozinha em boates, ou aqueles que seu namorado põe nas caixas de som potentes do seu carro desfilando pela cidade… Às vezes nenhuma dessas vai bater o sonzinho maneiro da dupla de amigos que tocam um violãozinho ao vivo num luau, noite e nós… Pensem, é tudo mais do que isso! Se afirmar que música tem que dizer “algo” e que você “sinta” é no mínimo ser verdade: seja uma loucura, uma poesia, um frenesy, um tapa no rosto em dia de solidão; legião, papas, skank, leoni, sei lá. Eu já chorei de saudades dos meus amigos escutando “a escolta de vagalumes”, uma baita música breganeja (mas e daí? não gostou? Canta psy trance pra mim então! vai!). Eu não quero nem saber, se de mim já compús alguns choros, e não estou na parada daquelas meninas que só querem um Firewal daqueles brothers que se dizem virgens, hehehe. Por que sei que de 30, 40 só fazem isso por que todas “amiguinhas” fazem, por que se sentem inseguras em fazer o que realmente sentem.

O pior é que são essas meninas que nunca se impressionaram com um Monet, um Dalí, um Vettriano (não é nome de DJ, nem vibee, ok?); que não percebem o que diz o silêncio; o que canta a chuva sobre o telhado de vidro de seus olhos; que pelo menos um dia da semana vou estar de mau humor; que de vez enquando vou ter que dar uma volta com os amigos, e que não precisa se preocupar pois sempre estarei pensando nela. Que somos perfeitos por que somos somente imperfeições que se encaixam com seus desejos de felicidade.

Elas, essas pobres de “espríto”, “espríto” escrito errado mesmo, pois escrever que é bom não escrevem, porque nunca sentem, não se divagam idiotas pela humanidade; não sabem o que é o prazer do sol de uma tarde de domingo; nunca sentaram a bunda numa calçada gelada da madrugada depois de voltar de uma festa; nunca dançaram uma música no meio de um temporal do lado de fora da festa; nunca pegaram o carro e viajaram sem destino; nunca atravessaram o rio da Guarda do Embaú com dinheiro nos bolsos e; nem nunca tiveram um namorado que dissessem “vem cá” segura nas minhas mãos que hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas… ao menos acharam graça de que hoje terça-feira nada tem graça (só as nossas caras no espelho).

São elas a bonecas de prateleira com seus narizes “pega garoa” (nariz tão empinado); as siliconadas que mostram mais os peitos do que as idéias; aquelas que jogam as rosas no chão para não tirar seu brilho nas fotos; meninas que pensam que a verdade nasceu nelas e delas, que nunca vão descobrir que quem as manda uma carta escrita a mão, tenha um admirador lá longe imaginando o papel sendo tocado pelas mãos delicadas de sua amada, seja sentido pelas narinas de quem você espera balançar como uma rede prazerosa o pensamento.

É incrível. São tantas as erradas, das que se tremulam como bandeiras em uma Rave, se achando (como a expressão chula) a última bala gosmenta de halls esquecida no bolso de trás da sua calça diesel. Que só aguentam 5 minutos de papo (claro, papo = carro e como ela está bonita), e que facilmente, se trancam no banheiro por toda festa se a amiga fala que a bolsa Louis Vuitton marrom dela não combinou com o brinco verdinho do camelô que ela jura que adquiriu na Daslu.

E se soubessem todos nós, essas quimeras, esses animais que somos de dias contados, mal contados… sempre indo atrás do que nos invergonha (chave do consumismo), nada mais do que isso, animais que buscam suprir sua escassez de imagem inferior perante os outros. E eu aqui, continuando a achar as mesmas palavras, novamente os mesmos riscos… “Quem nunca sentiu o amor dos desesperados nunca viveu.” Somente aqueles que sentiram mais amor pelo outro do que por si, os que não conseguiram comer nada com o fim de um namoro (perdendo 5 quilos); para aqueles que não viam fim a dor; apenas o começo da lembrança, daquela que era seu chão, seu futuro, sua própria vida no outro. Digo também, do choro incontido que apenas existe porque valeu a pena, por que a emoção se tornou mais vazia, mais distante. E não por quem você perdeu tal corpo, mas pelos seus sonhos com aquela pessoa. Por uma idéia que fracassava.

Pasmem. Destes eu fui. E parabéns para mim, eu vivi. Eu sobrevivi. Nunca perdi a esperança de dias melhores. De tal força de mover o universo com um sopro.

Só ainda critico esses homens q não guardam o cheiro de seus perfumes, não elogiam das mulheres seus cabelos. Eu nem preciso da taxação besta de que pah, o cara é romântico. O que é, é nada mais do q respeito a sua escolha por aquele pessoa. Desses idiotas que não acolhem nem protegem a mulher, pois só aprenderam na escola o verbo “desfilar”. Desses que não as ouve, que não assumem q hoje falharam e que estavam cansados de tanto trabalhar e que preferem dar uma roupa de grife p/ paspalha sossegar, em vez de discutir que o importante é se dar bem na relação (pelo menos a maioria do tempo) e o quanto gosta daquela mulher. Não, eles não sentem a doçura de um olhar carinhoso e não arrancam com vontade sua felicidade da boca de uma mulher!

Não é dar uma de principezinho do “carvalho” branco, mas ser um homem de verdade. Que é sensível, inteligente, viril, q corre atrás da mulher, que liga 42 vezes por dia para ver se sua cólica já passou, que é intenso, que pode ser tudo a hora que quiser, pois a liberdade que nos prende a “ser o que os outros querem que sejamos” é fraca contra nosso caráter. E quem não quer ter a roupa arrancada, ser jogada sobre os lençóis, sem nem saber o q está acontecendo e ser incontida pela vontade de ser desejada, de ser elogiada, de ser tomada por beijos, mãos e calores?

São essas as vis que esperam o cara sacar que elas querem, fazem o joguinho da Love Story, esse absurdo da mediocridade, das respostas: “não sei”, do “sei lá”, do “você que sabe”. Eu informo, eu juro que intimo a mulher. E digo “eu quero seu beijo”, “quero te tocar, te sentir, quero sonhar contigo, quero ter saudade quando o dia me deixar só, quero ficar embromando no telefone para ver quem vai desligar.” Quero sua companhia, quero suas palavras, seu desejo.

Os homens de verdade querem mulheres poderosas. Os que não, são uns cagões com inseguranças próprias, da maravilha que são “certas” mulheres. Esses cagões são meninos nojentos que se vêem no espelho como “tatus”, que só querem achar o “próximo buraco”, só querem trepar mesmo, e isso sem nem antes saber o que é um sussuro, um carinho quente, sorrisos e lábios inebriados, a pele do rosto de uma mulher ao amanhecer. Pensam que elas são bonecas infláveis. Pizzas frias que tem que comer as pressas. Mas ainda concordo. Se todos traem, todos trepam. Pelo menos não faça isso só para ganhar fichas com os amigos, pra ter a chance de se gabar um pouco a mais daquilo que ela não te deu. Acabou o tempo do video-game, piazada! Amigo de verdade olha para ti e dá força para vc chorar e lutar pelo amor, e não pelo sexo dessas vagabundas que encontramos nas festas dessa cidade.

Sim é triste perceber as coisas. Vou virar minha história. Vou ser um criador de caminhos, um anjo que salva, que ensina as mulheres a serem poderosas, donas de si e da situação. Já me ferrei por causa disso. kamikaze voluntário. E se não a vida uma sucessão de mortes, de lutos, de histórias de finais com amigos, namoradas, filhos, apenas restando… só… a lembrança e seu velho corpo de sempre, mal-preparado para novas brigas.

Haja mulher que queira ser mais forte que ela mesmo. “As histórias se repetem e se repetem”. Mesmas cabeças, mesmos corpos, mesmas palavras, e nós aqui no mundo..chorando, amando, sorrindo… indo… indo…

E ainda quiseram de mim, que eu bebesse pois assim era charmoso. Que depois imitasse meus amigos e cuspisse no respeito que tem pelas suas namoradas. Quiseram ainda que fumasse e revezasse a autofagia com o assassinato em pequenas tragadas de ‘mim’ e das pessoas ao meu redor. Ou ainda, a velha e seca ‘c.anal.bis’. kkk Nossa pentelho! Vai pra casa se masturbar se quer ter prazer, vai pro BBB 9 se quer chamar atenção, vai fazer terapia se tem timidez pra chegar nas meninas.

No fim, só detesto aquelas que não sabem o que representa a frase “eu te amo”. Disto que ou, nunca sentiram ou não tem respeito pelo que não é descrito em palavras. Saibam… O amor nunca existe em ninguém. Isso que vc fala é posse, é ciúme, é seu medo e é só um jogo.

Tenho uma frase que inventei no tempo de faculdade e virou quase uma lei:

“Paixão pela beleza, amor pelo conteúdo!”

Já pensou que é assim? Nos atraímos pela beleza que os sentidos captam? Paixão, atração, e desejo pelos olhares, formas, dizeres, toques, truques, corpos, beijos, perfumes, gostos, sensação de segurança? Aquilo tudo que se vê e se sente?

Não existe amor a primeira vista, mas sim paixão a primeira vista! Pois nós ficamos mesmo com uma pessoa se ela tem conteúdo, se ela tem algo que valhe a pena aprender, descobrir, saborear. Cada um com suas expectativas que seja conteúdo e que faça sentido para seu futuro. Não falo no sentido de conteúdo, de alguém que saiba tudo. PhD’s são chatos! Mas que seja diferente das coisas revôltas que neste texto escrevo. Uma pessoa que seja criativa, interessante, rápida, cheia de novidades e detalhes. Permanecemos com pessoas que nos oferecem além.

O amor está muito mais além dos dois, na troca, no olhar, no carinho. Ele está no cotidiano conflito, ele é uma construção dia a dia entre suas diferenças. Pois como diz a música More Than Words (olha só a revelia), o amor é muito mais que elas: “as palavras”.

É tudo essa tal “verborragia” chamada: amar. Esqueçam que os opostos se atraem, eles podem se atrair, mas não duram por muito tempo. Gostei sempre da frase de uma bandinha daí: “Os opostos se distraem e os dispostos se atraem!”…

Todos sabemos dos jogos da relação, que nunca no casal os dois se gostam do mesmo jeito o mesmo tanto, às vezes um mais outro menos, dependendo da insegurança que consegues criar no outro, medo de perder, concorrência, o delivery da relação capitalista de posse sobre seu cônjuge. Mas isso tudo é criado, é normal na estatística do mundo e é um lindo discurso… Mas você, meu leitor de mentirinha, só saberá que tudo vale a pena, que é de verdade, que você é um vivente-sofrente dessa bola mal-costurada do mundo, quando bater em você aquela vontade de falar: o Eu Te Amo… e só será pra valer:

“Só pense em dizer eu te amo, quando chegar a conclusão que seja desnecessário que diga, pois que você já o sente, pois ele já é insuportável a descrição dos homens e das palavras!”

Fim da 1ª

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É realmente muito interessante como todas mulheres que valem a pena vem aqui e deixam um recado para eu aproveitar. Fique a vontade em se esperniar, se jogar no chão, xingar na rua dizendo que não são assim. Mas principalmente escreva o que sentiu, o que lhe tocou.

“O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.” (Mário Quintana)

Mas é claro, geralmente quem vem até aqui são as que nunca mereceram escutar minhas palavrinhas. Ainda bem que existem as que se salvam, mas admito, são poucas. Outras se escapam. Outras mentem. Outras divagam por um bom tempo…

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CAP 02 – “POR PEDIDOS.

Mas até quando essas mulheres vão querer esses homens que só são bons para passar o final de semana e para aquelas festas que os levam para demonstrá-los a sociedade… grande sociedade, a sua cidadezinha que numa mão estende para pegar seu dinheiro e a outra te empurra de volta. Ou das reconhecidas famílias, que com seu sobrenome + 3 pila, ganham uma skol no buteco. Até quando essas “daí”, vão descobrir o prazer do cotidiano, das coisas simples, dos lugares, dos dois a olhar o pôr do medalhão de ouro do céu, das brincadeiras fofinhas, da risada gostosa da vida, do quentinho debaixo das cobertas, do rezarem juntos, do planejarem uma vida juntos, dos presentinhos bobos no fim da tarde, do cineminha convidado na hora, das milhares de coisas que podem fazer juntos e não fazem.

Hahah. Nem as mulheres sabem o querem. Às vezes vingam um machismo as avessas para dar troco a dominação. E digo de todas as “femichistas”!

Elas não sabem se querem autonomia, ou o colo afetuoso do ombro de um homem numa noite chuvosa, se querem uma entrega ao sexo louco de um homem ou se apenas preferem pétalas de flores vermelhas, vela acesa com cheirinho, música calminha com um romantismo de luzes e cores no escuro.

Acho que nem os homens sabem, e se fosse deleite de cada um, até acabaria aqui meu discurso. Mas se escrevi algo que ninguém se identificou até agora… continuo. Acho que todos mereciam essa loucura de viver, e riscar o que vc leu nesse perfil até agora por uma liberdade que não existe em nenhum caminho a planejar. Só o agora, só esse abraço abrasador, e esses lábios deitados sob a força de olhares.

Então direi… eu quero, eu posso, eu consigo… Beija, beija e veja lá fora que o maior risco é o feito por um só lápis. A solidão. E que Ninguém é perfeito. Ninguém! Todos são bichos humanos, que vão sofrer, vão morrer de caixão e tudo, vão chorar pela falta, vão seguir as mesmas histórias e vão acreditar em mim!

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CAP 03 – Mas que tipo de mulher eu quero? Meu lado egoísta vai responder.

Clique para entrar: CAP. 3 (APERTE AQUI aqui-ali-aqui)

OBS: Comecei a escrever esse texto em janeiro de 2005, e acho que nunca vou acabar… pois cada vez volto e arrumo uma coisinha para confirmar o que escrevi a 3 anos atrás…

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