Psicoterapia ajuda a tratar distúrbios alimentares

Quem já não se deu conta que em algum momento a comida também serviu como intermediário para amortizar uma dor? Muitas pessoas conseguem perceber essa situação com muita clareza, outras ainda não desenvolveram essa percepção, seja por não terem informação sobre o assunto, ou mesmo por nunca pararem para analisar o que tem por trás do comportamento de comer em excesso.

Vivemos a realidade de nos relacionarmos com a comida em qualquer contexto social, sendo muito difícil aprender a controlar nossa ingestão nesses momentos. Comemos porque saímos com os amigos, porque fomos almoçar com a família, em uma reunião de negócios… o que não faltam são motivos para comer. Por isso aprender a viver sem exageros também é uma forma de relacionar-se consigo mesmo, com qualidade.

Como comer é um ato mecânico e primário, estamos acostumados a fazê-lo sempre que sentimos necessidade

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Como comer é um ato mecânico e primário, estamos acostumados a fazê-lo sempre que sentimos necessidade. Como a comida dá uma sensação de preenchimento, de relaxamento, prazer, muitas vezes sentimos que precisamos comer para nos sentirmos bem.

Muitos são os pacientes que relatam que utilizam a comida quando estão tristes, solitários, ou mesmo quando tiveram um dia ruim no trabalho, e acreditam e verbalizam com total clareza, que merecem se presentear com alguma guloseima calórica. Outros colocam a responsabilidade fora de si, seja nos eventos, no parceiro ou na dor.

A psicoterapia vem justamente trabalhar esse aspecto, intermediando o processo emocional com a alimentação. Quando o paciente se dispõe a encarar a forma com que se comporta frente a diversas situações de sua vida, é possível instrumentalizá-lo para que possa identificar e modificar os comportamentos alimentares.

Trabalhar com o foco de resolução de problemas de forma assertiva, irá ajudar o paciente a resolver e sentir emoções de forma adequada. Assim, o paciente começa a vivenciar todas as experiências de seu cotidiano sem utilizar a comida como estepe.

processo de terapia é um caminho de desenvolvimento pessoal, um aprendizado sobre como olhar para si mesmo sob outra perspectiva, o que nos levará a uma caminhada ao nosso passado, nossa forma de viver o presente, e também as crenças, ilusões e decepções. Nessa caminhada, vamos resgatar nossos desejos reais, deixar para traz muitas crenças ou rótulos que nós vestimos e acordar para um novo momento, nos permitindo a viver de forma mais completa e feliz.

Após a terapia, comer passa a ser um prazer descontraído, pois, durante o processo de psicoterapia, o paciente aprende a si nutrir de mais amor e carinho, não associando mais a comida ao sofrimento e a tristeza.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/14058-psicoterapia-ajuda-a-tratar-disturbios-alimentares

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