Qualidade de vida no trabalho

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Qualidade de vida no trabalho é um tema recorrente atualmente e, acima de tudo, é um conceito muito almejado em grandes metrópoles, onde o trânsito e a corrida contra o relógio fazem parte do cotidiano.

Muitas pessoas descrevem sua rotina de trabalho como uma verdadeira tortura diária, relatam episódios de estresse, ansiedade e a falta de motivação para enfrentar a jornada diária.

Como aproximar qualidade de vida e trabalho?

A conexão tem intima relação com o significado que o trabalho tem para cada um. Este pode ter sentidos variados; alguns podem responder de imediato “Ora, significa meu sustento!”, para outros uma posição familiar ou maior contato social. Esta reflexão pode ser um dos primeiros passos para começar a traçar um elo entre bem-estar e a vida ocupacional.

Abordar o tema significa também entrar no campo da motivação. Compreender o que lhe “move” é conscientizar-se do que pode contemplar suas necessidades.

Se existir compreensão sobre o significado que o trabalho tem e sobre os fatores que oferecem motivação, torna-se viável um posicionamento adequado no mundo ocupacional, o que é um grande caminho percorrido na busca da qualidade de vida. Isto é, o indivíduo que tem consciência de suas necessidades, que pode significar seu trabalho e compreender as razões pelas quais exerce sua ocupação tende a aproximar o trabalho de suas realizações de vida.

Por que é dificil ter qualidade de vida no trabalho

A vida moderna dificulta a manutenção da relação entre qualidade de vida e trabalho; isso ocorre pela própria dinâmica social que possui um caráter produtivo. Muitas vezes, os sujeitos se deparam com a produção atrelada ao próprio lazer e torna-se necessário fazer muitas atividades para o entretenimento. A vida ocupacional contempla a mesma problemática, o mundo organizacional tem vivenciado enormes transformações nas últimas décadas, devido ao avanço de tecnologias e da economia globalizada, que desencadeou novas formas de organizações produtivas e relações sociais no trabalho.

O modelo competitivo exige aumento de produção e de qualidade, e caso o colaborador queira manter seu emprego, deve seguir rigorosamente as exigências impostas pela organização.

Como uma forma de se adaptar ás exigências do mercado globalizado, o trabalhador contemporâneo comumente torna-se obcecado pelo trabalho e é admirado por isso. O resultado? Bem, trabalhadores com alto nível de estresse e outros sintomas, como ansiedade.

“Corremos tanto que os detalhes nos escapam como as nuances entre o certo e o errado, entre o saudável e o doentio, entre o urgente e o necessário” (Caldas, 2001, p.32).

O conceito

Poder compreender os próprios limites e dosar o que é possível produzir sem ultrapassar a barreira da saúde física e mental torna-se uma tarefa árdua e, em muitos casos, possível apenas com ajuda profissional.

A busca pela qualidade de vida no trabalho precisa seguir a lógica do conhecimento sobre questões referentes à vida pessoal. Este bem-estar anda lado a lado com a clareza das necessidades pessoais, do que se almeja e de onde se quer e onde se pode chegar com a ocupação. É nesse sentido que a terapia pode oferecer auxílio.

 

Fonte: http://www.psicologosberrini.com.br/psicoterapia-sp/trabalho-e-qualidade-de-vida/

 

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