Pense sobre religião… dispense certas armas…

Eu tenho uma religião, a minha religião, e mesmo até mais do que todos eles, com as suas mesmices e charlatanices.
Eu creio em Deus! Creio no Ente Supremo, em um Criador, qualquer que seja, pouco importa, que nos pôs neste mundo para desempenharmos os nossos deveres de cidadãos e de pais de família; mas o que não preciso é ir a uma igreja beijar as salvas de prata, engordar com a minha algibeira uma súcia de farsantes que vivem muito melhor do que nós!
Porque o podemos venerar de qualquer maneira, em um bosque, em um campo, ou mesmo contemplando a abóbada celeste, como faziam os antigos.
O meu Deus, é o Deus de Sócrates, de Franklin, de Voltaire e de Béranger!
Eu sou pela “profissão de fé do vigário saboiano” e pelos princípios imortais de 1789!
Por isso não admito um Deus que passeie no seu jardim de bengala na mão, que aloje amigos no ventre das baleias, morra soltando um grito e ressuscite ao fim de três dias: coisas absurdas por si mesmas e completamente opostas, além disso, a todas as leis da física; o que nos demonstra, de resto, que os padres têm sempre permanecido em uma ignorância torpe, na qual se esforçam por mergulhar as populações.”

Trecho do Livro ” Madame Bovary de Gustave Flaubert – 1857)

Enviado por: Lou Jezebel (shn1319@hotmail.com)

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