Brincando de Contente em Poliana

Se você nunca leu Poliana, livro esrito por Eleanor H. Porter, você deve estar se perguntando primeiro

que livro é este e depois que ‘raio’ de brincadeira é essa.

Poliana é um livro que trata da história de uma menina chamada Poliana,
que após a morte de todos os seus parentes próximos é mandada para a casa de uma tia rica, que por sinal
só a recebe por ter o dever, lá ela é obrigada a ficar em um quartinho feio e ‘nu’ em comparação a todos os
outros maravilhosos quartos da casa de sua tia . Nos primeiros dias de sua estadia, ela já descobre o quão
má pode ser a sua tia, mas isso não a chateia, afinal ela é uma ávida jogadora do Jogo do Contente.
Vou colocar aqui, a passagem de um livro onde ela diz como o pai a ensinou este jogo:
“- Você é um bocado estranha, menina. Está sempre alegre com tudo e com todos – observou a empregada, lembrando-se do
que acontecera no quartinho do sótão.
– Faz Parte do jogo, entende? – e a menina sorriu.
– Que jogo?
– O ‘jogo do contente’
– Quem meteu isso na sua cabeça, meu bem?
– Foi meu pai. É um jogo lindo. Desde que eu era criança brincava disso.
Depois ensinei às senhoras da ‘Auxiliadora’ e elas também gostaram.
– Como é que se joga? – quis saber Nancy.- Não entendo muito de jogos.
Poliana sorriu e depois de um suspiro, disse:
– Tudo começou por causa de umas muletas que vieram na caxa de donativos para o missionário.
– Muletas? – admirou-se Nancy.
– Isso mesmo. Eu tinha pedido uma boneca a papai e, quando a caixa chegou,
só havia um par de muletas para criança. Foi assim que começou.
– E onde é que está o jogo?
– Bem, o jogo se resume em encontrar alegria, sejá lá no que for – conluiu Poliana, séria. – Começamos com as muletinhas.
– E onde está a alegria – estranhou Nancy. – Encontrar muletas em lugar de bonecas…
– É isso aí – e a menina bateu palmas de contente. – No começo também não entendi.
Depois, com calma, papai me explicou tudo.
– Então, explique-me também.
– Fiquei alegre justamente porque não precisava de muletas – esclareceu Poliana. – Viu como é fácil?
– Ora, isso é bobagem! -exclamou Nancy
– Nada de bobagem. O jogo é lindo. Desde aquele dia, quando acontece alguma coisa ruim,
mais engraçada fica o jogo. Difícil foi quando papai morreu e eu fiquei sozinha com as senhoras da ‘Auxiliadora’…
– E quando viu aquele quartinho feio, sem tapetes, sem quadros, sem graça? Como foi? – perguntou Nancy.
– Foi duro. Eu me senti tão só! Naquela hora não tive vontade de ‘jogar’. Só me lembrava do que
eu tanto havia desejado. Depois, lembrei-me do espelho e das minhas sardas e fiquei alegre.
E o ‘quadro’ da janela me deixou mais contente ainda. Com um pouco de esforço,
conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos achar”